Os vídeos institucionais que não funcionam raramente falham por causa da imagem. Falham por decisões tomadas antes de alguém ligar uma câmara.

1. Começar pelo formato, não pelo objectivo

"Precisamos de um vídeo de três minutos" é uma conclusão, não um briefing. A pergunta certa é: o que tem de acontecer na cabeça de quem vê? A duração vem depois.

2. Só entrevistar a direcção

O director dá contexto e credibilidade. Mas quem faz alguém sentir alguma coisa é a pessoa que viveu o impacto do projecto. Um vídeo institucional só com dirigentes soa a relatório lido em voz alta.

3. Encher o filme com informação

A tentação de aproveitar o vídeo para dizer tudo (história, missão, valores, todos os programas, todos os parceiros) produz peças que não dizem nada. Um vídeo, uma mensagem.

4. Deixar o som para depois

Uma imagem tremida perdoa-se; um som mau desliga o espectador em segundos. Em conferências e terreno, o áudio é a primeira coisa a planear, não a última.

5. Aprovar por comité sem regras

Quando quinze pessoas comentam a mesma versão sem hierarquia de decisão, o filme fica pior a cada ronda. Define à partida quem aprova o quê, e quantas rondas existem.

6. Esquecer os subtítulos

Grande parte do consumo em redes sociais acontece sem som. Um vídeo institucional sem legendas perde a maior parte da sua audiência potencial antes do quinto segundo.

7. Produzir uma peça só

A mesma captação pode gerar o filme institucional, cortes curtos para redes, stills para o relatório e material de arquivo para os próximos anos. Planear isto antes da filmagem custa zero; fazê-lo depois costuma ser impossível.

8. Não pensar no arquivo

Dois anos depois, ninguém sabe onde está o material bruto e a organização volta a filmar o que já tinha. O arquivo organizado é a diferença entre um custo e um activo.


Se estás a preparar um vídeo institucional e queres evitar estes erros, fala connosco antes de fechar o briefing.